EMPREENDIMENTO MISSIONÁRIO – PLANEJAMENTO – UM JORNALISTA NO CAMPO MISSIONÁRIO
Com a mente voltada para a missão, dispõe-se o jornalista a obedecer à chamada divina, no contexto do ÏDE DE JESUS”, como está escrito no evangelho de Marcos 16:15.
Considerando que o evangelho de Jesus deve chegar aos confins da Terra, este jornalista se destina a, se possível for, dar a vida pelas almas, enfrentando as intempéries no campo missionário. Adaptado aos costumes do Ocidente, com certas regalias e profissionalmente bem remunerado, o profissional de comunicação, movido pelo sentimento de missão, abraça a causa com destemor, com inspiração na vida missionária do apóstolo Paulo na Igreja Primitiva, e também observando o trabalho de alguns missionários em Terra Brasileira, nos primórdios da evangelização do País. Desnecessário seria citar nomes de tantos abnegados Obreiros da Obra Santa, mas é honroso lembrar o nome de alguns como N. Lawrence Olson, Orlando Boyer, Samuel Nystron, Nels Nelson e outros.
No contexto social, há que se admitir que, o serviço de missões não é muito fácil, como alguém imagina, talvez pela vaidade de ser um “enviado” para uma terra distante. Um jornalista bem-sucedido e que vive na abundância, terá que ter uma visão de mundo, olhando os “perdidos” com a grande oportunidade de tornarem-se livres da escravidão do erro e do pecado. O nível social será bem diferente daquele, ao qual ele está acostumado no dia a dia. Terá que despir-se da vaidade e da presunção, mergulhar com fé seguindo a ordem do mestre Jesus.
Na qualidade de missionário, o jornalista faz sua opção por uma cidade africana, onde predomina a pobreza, tendo que lutar com fé e determinação, sem visar salários e outras vantagens. Sim, o amor às almas é o motivo principal que leva este profissional para tão longe, para viver na companhia de pessoas desprovidas de bens materiais e sem uma cultura apropriada. O jornalista vai utilizar, em primeiro plano, os seus próprios recursos, para evangelizar um povo sofrido.
Este jornalista está ciente que, no campo missionário, enfrentará problemas diversos, como cultura diferente, língua diferente, alimentação escassa e bem diferente. Terá ele o entendimento de que a Igreja de Jesus existe para a Missão, e assim, ele devotará todo o seu esforço para cuidar das almas famintas de um país estrangeiro. Este jornalista deve ter, acima de toda e qualquer presunção, que o evangelho do reino precisa chegar aos confins da Terra, como disse Jesus ao enviar Seus discípulos, na grande Comissão. Conhece muito bem as regras que norteiam um missionário e, imbuído desse dever, segue as trilhas de um verdadeiro vocacionado para uma missão árdua, mas gloriosa. É a evangelização, sem dúvida, uma responsabilidade de todos os filhos de Deus, mas ao abraçar a missão paralelamente à sua profissão de comunicador, entende perfeitamente que, se o chamado é de Deus, o seu dever deverá ser cumprido à risca.
Como alguns discípulos do Mestre, que não recebia salário para a grande seara, este jornalista irá utilizar os recursos granjeados durante algum tempo, para efetivamente, prestar o melhor serviço ao evangelho. Os pescadores continuavam pescando e evangelizando; o cobrador de impostos, continuava em suas lides e evangelizava; Paulo evangelizava e era construtor de tendas para “tocar” a Obra de Deus. Fazer missões não é uma tarefa muito fácil, além de ter o missionário de exercitar a fé em todos os momentos, como evangelista/missionário. É nesse modelo que pretende o jornalista seguir, entre o sagrado e o profano, um pouco do evangelismo ocidental, com sua visão econômico-financeira. Terá este missionário a preocupação de separar o ministério da vida profissional, mas uma dependendo sempre da outra. É possível o missionário desempenhar a função evangelística concomitantemente à sua profissão, como em alguns exemplos citados. Para subsistir, ele precisa de sua profissão.
Parte daí um questionamento natural: com o tempo, os recursos podem acabar. O que fazer, então? A partir deste momento, não é humilhante que esse missionário venha recorrer a amigos ou parentes, ou mesmo a alguma instituição-igreja, que estejam dispostos a lhe oferecer algum tipo de auxílio. Com um relatório em mãos, após o progresso do trabalho missionário, poderá este jornalista receber incentivos financeiros, cujo apoio servirá para que continue o seu labor, ganhando almas para Jesus.
O PLANEJAMENTO
Com base no relato apresentado e com a experiência teológica, o jornalista faz a opção por uma região da África, onde vivem muitas almas desprovidas de tudo, e principalmente da “genuína” palavra de Deus. O empreendimento missionário em vista é visualizado, com minucioso estudo historiográfico da região desejada. A partir daí, é preciso pedir a direção de Deus, pois a Obra é dEle.
Como ficou claro no enunciado, ele seguirá para o campo missionário, para a cidade que o Espirito Santo lhe mostrar, e ali, gastará a sua força e os seus próprios recursos. Sabe este jornalista que a cultura lá é muito diferente da sua. Sabe também que os seus recursos podem acabar na metade do projeto, mas está certo que “se a Obra é de Deus”, Ele dará a provisão para que jamais ela seja interrompida, porque as almas valem mais que o mundo inteiro. Ele conhece, de igual modo, as suas limitações, e até admite, que a experiência pode ser por tempo indeterminado.
Este missionário jornalista sabe que o seu sustento e de sua família será de sua responsabilidade, através do exercício de sua profissão de origem. No entanto, pela fé, ele reconhece que podem surgir, ao longo do caminho, pessoas abnegadas, e até mesmo alguma igreja de seu país, que queiram oferecer subsídios para incrementar o trabalho que ele desenvolve na cidade africana.
Este servo do Deus Altíssimo, homem de fé e determinado nas coisas de Deus, reconhece que a dicotomia é inexistente no seu caso, no equilíbrio profissional e ministerial, mas sabe também que a Obra é de Deus, e ela não perecerá.
O jornalista missionário, que recebeu de Deus a promessa de vitória, entende perfeitamente que “o evangelho precisa ser anunciado” em tempo e fora de tempo. Tem ele a expressa vontade de intensificar a pregação da Palavra nesta região da África, pois sabe que ali está um povo carente de tudo, porém mais ainda na mensagem redentora de Jesus de Nazaré. É grande a expectativa desse jornalista, no que concerne a conversões e surgimento de uma igreja viva e poderosa.
Este evangelista-missionário, jornalista visionário está convicto do trabalho que desenvolverá nesta nova frente, com salvação de almas e a consequente expansão do reino de Deus. A visão que ele tem, pela qual anseia há dezenas de anos, não costuma alardear, mas em oração constante, tem falado com Deus sobre o projeto em terra estrangeira, onde está um povo oprimido e carente de salvação. Acreditando, então, num chamado missionário, abraça a causa, com determinação e fé no trabalho que pretende realizar, com o seu esforço pessoal e sobretudo debaixo da orientação divina.
Jamais este jornalista-missionário pensou em pedir ajuda para os seus amigos conterrâneos, que conhecem muito bem o desejo de seu coração, desde tempos remotos. No entanto, se necessário for, este auxílio chegará, pois Deus vela por Sua Obra, e através dos séculos tem sido assim, em todo o mundo. Os apoiadores vão estender a mão, com certeza. Alguma igreja deverá, de igual modo, enviar contribuições para que a Obra possa frutificar mais ainda.
Se a inspiração que este missionário, de profissão jornalística, tem fonte segura, a Obra terá sucesso, com almas salvas e muitas alegrias reinarão no meio do povo de Deus.
O desejo missionário, dentro da ótica cristã e ética profissional, há de prosperar, transformando-se em realidade, a partir do momento quando a teoria se tornar prática, com a conversão sincera de pessoas ao evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Com lágrimas de satisfação, o jornalista-missionário fará relatórios de tempo em tempo, apresentando os resultados práticos do trabalho desenvolvido no campo de missões. Deus seja louvado!








