Desde o início do Século XX, ondas pentecostais marcaram presença na história da Igreja Brasileira. O Pentecostalismo Clássico é representado, essencialmente pelas Assembleias de Deus, com a semente lançada em Belém do Pará pelos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg. O neopencostalismo teve a Igreja Universal do Reino de Deus como a alavanca principal, cuja iniciativa foi do bispo Edir Macedo. Muitas foram as denominações inspiradas nesses movimentos espirituais, nos primeiros 100 anos do Pentecostes no Brasil.
Cada segmento evangélico possui suas características, não sendo diferente nos meios pentecostais. O Pentecostalismo Clássico apresenta sermões temáticos, com interpretação literal da Bíblia Cristã. Costuma dar ênfase ao desapego às coisas materiais e tem por fim a mensagem evangelística, com destaque no arrebatamento e dons ministeriais. Leva-se em conta o sofrimento do crente como seres humanos. Não utiliza apetrechos místicos ou adereços nos cultos, e sobretudo destaca-se a prática do falar em línguas, como evidência do batismo no Espírito Santo.
Ao contrário, os neopetecostais utilizam a prática de sermões com tópicos, com interpretação alegórica durante os cultos de evangelização. É notória a ênfase às coisas materiais, como mensagem de prosperidade e vida terrena. Os dons são exercidos para fins pessoais e profissionais, apontando os pecados dos crentes, em consequência da desobediência a Deus.
Outras características são observadas nos segmentos Pentecostalismo Clássico e Neopentecostalismo, cujos desdobramentos acontecem à medida em que o movimento evolui, conforme a região de predominância. Algumas características são bem semelhantes, mas nunca iguais.
As Assembleias de Deus têm usos e costumes bem definidos, embora muita coisa mudou de alguns anos para cá.
Como aluno do curso de Teologia e participante da Instituição-Igreja mencionada, posso apresentar os elementos de um culto evangelístico, com suas características básicas.
A tendência teológica neste segmento é Pentecostalismo Clássico, ainda mantendo costumes de um passado recente, com doutrinas fundamentais da Bíblia.
O sermão mais recente na Igreja Assembleia de Deus, onde congrego, aconteceu na noite de 23 de outubro de 2022, num domingo. O pregador era o pastor Andrey Machado, que fez um eloquente sermão, cujo título “A Vida no Espírito”, foi inspirada na Carta aos Romanos 8.5-8. A ênfase teológica foi sobre a vida espiritual, destacando o texto “Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem vive de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja.”
Conforme a avaliação feita, o sermão está plenamente de acordo com a proposta teológica da Assembleia de Deus, denominação que acompanho, sendo qualificada como Pentecostalismo Clássico.
Ainda segundo a avaliação, o sermão entregue significa uma tendência teológica dos últimos anos. Com algumas adaptações necessárias na liturgia do culto. A nova tendência teológica verificada no sermão não é arcaica, mas também não segue os padrões ultramodernos dos inovadores.
Sem dúvida, conforme minha percepção durante o sermão dominical, a liturgia apresentada satisfez ao conjunto doutrinário da denominação, que faz parte do pentecostalismo clássico.
Após observar a aplicação da mensagem pelo pastor Andrey, cujo sermão seguiu regras bíblicas com muito zelo, se eu pudesse opinar sobre o tema, eu diria apenas que “a liturgia da denominação é coerente com os princípios bíblicos”. No entanto, para justificar a participação acadêmica, a sugestão seria no sentido de “o sermão ter alguns elementos a mais, como ilustrações, para convencer o ouvinte e toda a Comunidade de Fé sobre a necessidade da Intimidade com Deus.”








