
Pulando de galho em galho, vive o canário.
Quando é livre, ele canta muito mais…
Na gaiola, a ave lamenta o seu fadário.
Preso, não pode ter alegria jamais…
O canário, prefere viver em liberdade,
Seu mavioso canto era lindo à luz do sol…
Nessa prisão, só sabe sentir saudade.
A avezinha não faz parte mais do seu rol.
O canário vive, mas preso, fica triste.
Embora possa comer e beber, é ruim…
Sua maior riqueza, em nós também existe:
A liberdade, a mesma que habita no jardim.
Que alegria pode ter um pássaro na gaiola?
A vida maravilhosa acontece fora da prisão.
Longe de casa, a tristeza; o homem chora…
Distante da floresta, o canário sem canção.
31.12.2007 – Jairo de Lima Alves








