João na Ilha de Patmos
Um ermo perdido na história,
Uma ilha bem pouco conhecida
Naquele continente distante
Limite de um homem triunfante
Patmos, uma terra de guarida…
O desterro como herança
A sorte para o discípulo amado
Obediente, foi para este lugar,
Aqui, ele pôs-se a meditar
Mistério, então, revelado…
Parecia um abandono aquilo,
Mas tudo precisava acontecer
No peito, a saudade, a solidão
E o velho discípulo João
Teve a missão de escrever…
João se lembrava dos amigos
Noutros tempos, com Jesus
O martírio e sofrimento
Nunca, em nenhum momento
Deixou de levar a cruz…
Morreu de velho e cansado,
Mas cumpriu sua missão
Ao povo do mundo inteiro
Evangelho, amor verdadeiro
As cartas e a revelação…
06.12.2007 – Jairo de Lima Alves







