Tarde de Primavera, começava a escurecer;
no quintal, chorava o pobre e meigo gatinho.
Desprotegido, londe de seu dono, ia morrer!
Faminto, a criaturinha precisava de carinho.
Nossas lágrimas rolavam ao ver a cena,
o gatinho miava, queria algo para comer;
fomos ao encontro do bichinho, com pena,
pois também ele tem o direito de viver.
Saciada a fome, parecia agradecer a vida.
Um alívio em nosso ser, imensa a alegria;
o gatinho faminto comeu toda a comida…
nunca mais ali apareceu, a cama vazia.
20.10.2009 – Jairo de Lima Alves









