Coisas de estarrecer, deixando qualquer um boquiaberto. As palavras do iluminado Raymond Bernard enchem-nos de agradáveis surpresas. Encontram-se no livro “Mansões Secretas da Rosa-Cruz” e podem provocar no leitor alguma dúvida. Contudo, para quem conhece a seriedade do escritor e sua vivência mística, saberá compreender a dimensão de seus escritos, que traduzem a experiência de quem percorreu o mundo em busca da sabedoria e da virtude. Não é tarefa muito fácil parafraseá-lo, a partir de uma obra complexa, que nos conduz a êxtase a toda hora. Já no começo, cita ele o convívio com mestres numa das doze mansões secretas. Cada uma delas, ligada a uma determinada disciplina na Tradição Rosacruz, o que significa que essa Tradição compreende doze caminhos. O encontro com o Pai Rosenkreutz e outros mestres cósmicos é algo fantástico e confortante, para quem busca a Espiritualidade, com amor e dedicação. Neles se expressam meditação, vida espiritual e santidade. Eles, em si, constituem o Templo do Espírito Santo. Quando o Pai fala, parece que suas palavras ecoam dentro de cada um de nós. Pela declaração de Raymond, diante do que experienciou, a Organização exterior compreende um vasto conjunto de membros espalhados por toda a Terra, e um corpo reduzido de responsáveis reunidos em pontos determinados. Eles estão em toda a Terra e é verdade que são pouco numerosos em comparação com a massa de aspirantes, e em pontos que só eles conhecem, porque têm as suas mansões, cujompapel ultrapassa o corpo dos rosacruzes, para se estender ao grupo mais vasto de iniciados no mundo. Para ele, não é impossível alcançar o sublime condição de Rosacruz. Se entre eles, só há um número limitado, os rosacruzes realmente são numerosos do que se supõe e do que alguns autores ignorantes afirmam. Em todos os contatos realizados nas referidas mansões, existem revelações magníficas e surpreendentes, que o leitor profano simplesmente não as entenderiam. Estas revelações são feitas no tempo certo, no momento oportuno e a quem elas devem ser transmitidas. A mente humana custa entender os enigmas de revelações espirituais, como aquelas na Ilha de Patmos, confiadas a João, o Discípulo do Amor.
Existem momentos em que a linguagem humana não é mais nossa linguagem, o mundo do humano não é mais o nosso mundo. Tudo passa a ser mistério.
Entre uma momento e outro, ele diz: “sinto-me maravilhado pelos horizontes descortinados pelas palavras do mestre. À medida em que ele fala, as correspondências se estabelecem em meu ser. Noto a concordância das cores, dos números, dos estágios. Enfim, no contexto dos doze graus da Sagrada Tradição Hermética, um legado de nossos antepassados, desde o Egito Antigo.”
E conclui, num dos capítulos: “Sinto-me transtornado. As horas que se passaram, poderiam durar mais, para sempre…”









