Uma
análise oportuna do comportamento do
eleitor brasileiro é compará-lo aos
papeis reservados à galinha e ao porco na composição do tradicional ‘breakfast’
da mesa do cidadão americano. Vejamos:
A
galinha tem o papel meramente participativo no resultado final (omelete) com o fornecimento dos seus ovos. Sua missão
termina exatamente onde começou. Posiciona-se como uma eventual figurante desta
cadeia de transformação alimentícia. Não é questionada sobre a qualidade do produto
e também não se preocupa com as consequências e fatos afins. E assim ela segue a vida batendo asas com seu
‘corococó’.
Enquanto
isso ao porco, cabe o papel excepcional e decisivo. Sua participação é marcada
pela ‘efetiva entrega’ da própria vida, que acaba gerando o insubstituível toucinho. Sem
ele, impossível compor a mesa de legítimo
‘breakfast’. Seu sabor é a marca inconfundível do bom omelete. Como se vê, o porco está realmente
comprometido com esse ‘projeto alimentar’, digamos assim. Morre literalmente
por ela!
Aí
– você deve estar se antecipando com raciocínio conclusivo lógico: “onde o eleitor
entra neste cenário?” Respondo: O exercício do voto no Brasil é obrigatório e
o comparecimento é despido do sentimento de entrega, de efetivo envolvimento
patriótico objetivando o bem estar da coletividade. O eleitor vota olhando
apenas para o próprio umbigo e só leva em conta os benefícios pessoais e
imediatos que possa auferir. Não tem a visão de grandeza ou de sacrifício.
Ora!
Sem o sentimento de entrega verdadeira através do voto consciente, não há
motivação para o exercício da vigilância e cobrança do que foi prometido em
campanha Daí – para a adoção da
passividade é um pulo!
No
arremate a conclusão: o eleitor brasileiro continua muito mais identificado com
a postura da galinha. Seria talvez por
isso que não adotamos o ‘breakfast’ em nosso dia a dia? Estranha coincidência…
Afonso







