CAPÍTULO IX
A VOLTA AO PRIMEIRO AMOR
Voltar ao Primeiro Amor é reconhecer que a Felicidade era nossa companheira.
O pensamento que dá título à mensagem que tem início aqui, pode nos induzir a
profundas reflexões sobre a vida. Quantas vezes somos tocados por uma intuição
divina e começamos a fazer passeios ao passado. Dá-nos vontade de tomar
decisões que pudessem nos levar de volta ao estágio inicial de nossa vida. Um
turbilhão de pensamentos parece nos assaltar de repente, quando as recordações
se apossam de nosso ser e nos transporta a um passado muito distante.
Surge daí o sentimento de saudosismo e de melancolia, visto que para alguns
“recordar é sofrer duas vezes”. Sim, sempre ouvimos dizer que o passado que foi
deixado bem longe nada mais constrói. Esta expressão é corriqueira, mas é
preciso também admitir que a história é construída de fatos vivenciados no
passado. Se não houvesse lembrança, e se elas não fossem registradas, o mundo e
as pessoas não teriam a sua história.
No tocante à vida espiritual é assim também. Viver numa comunidade é um
privilégio que eleva o caráter do ser humano, fazendo-o mais feliz em grupo.
Quando isso ocorre de maneira natural e com desprendimento, a Criatura se
renova diante da Congregação. Esta forma de renovação no Espírito é fundamental
em nossos dias, quando a impressão que se tem é que as pessoas teriam perdido o
Primeiro Amor.
O que é Renovação Espiritual? Existem pessoas em toda parte, que após um
determinado tempo de comunhão numa Comunidade, ficam cansadas e param no meio
do caminho. Confirmam por ações e palavras que não têm força mais para viver, e
por isso mesmo, carecem de um renovo em sua Vida Espiritual. Multidões em todo
o Planeta vivem sem esperança e com saudade de algum tempo que se foi.
A partir do momento em que o Homem decide viver para Deus e passa a ter
intimidade com o Criador, começa a receber o impacto da Fé Triunfante, e como
numa novidade de Vida, ele ganha uma Renovação no Espírito, e nesse novo
renascer começa ele a participar do Reino de Deus de maneira gloriosa. Não é a
religião que transforma, mas o Autor da Vida que o acolhe em seus braços dando-lhe
alegria de viver.
É de momentos assim que o Adepto começa a sentir saudade, porque ele possui
a essência do amor divino e não pode ficar distante do aconchego espiritual. O
suave despertar que cada um precisa ter um dia acontece, e quando chegar a nossa
vez, nos sentiremos como se estivéssemos voando sobre as nuvens e contemplando
o Grande Cósmico. É nesse momento que a Alma se alegra, e pelas vibrações,
podemos sentir saudade do passado.
O Pai Eterno nos proporciona muitas alegrias e ninguém O conhece plenamente,
nem mesmo os grandes teólogos. Aquilo que eles conhecem sobre Deus é muito
pouco, porque é impossível a qualquer ser humano conhecer Deus em sua
totalidade. É desejo do Pai que o conheçamos intensamente. Ele quer revelar-se
a seus filhos todos os dias e quando isso acontece, somos renovados no Espírito
e passamos a ter uma Nova Vida.







