CAPÍTULO XXVI
DESERTO
é João Batista, a voz que clamava no deserto, anunciando as Boas Novas, como o
precursor do Mestre Jesus. Recebeu ele a nobre incumbência de Deus de levar a
mensagem divina a um povo sofrido, a quem batizava nas águas do Rio Jordão.
A história desse profeta é, em todos os aspectos, emocionante, e serve de
exemplo ainda para os nossos dias. Ele levava ao povo uma mensagem singela, mas
cheia de virtude e poder. A história desse profeta neotestamentário não tem o
mesmo peso biográfico, ou o mesmo volume de informações que a de tantos outros
personagens da Bíblia Cristã.
Os maiores relatos sobre esse arauto de Deus na Terra são altamente
impactantes, no entanto pouquíssimos teólogos se arriscam a comentar a
importância que teve ele na vida de milhares de pessoas de seus tempo, e nos
primórdios do Cristianismo.
João era a voz que clamava no deserto. Pregava a mensagem do arrependimento
e convidava as pessoas à restauração da vida, e que fossem batizadas em águas,
como o símbolo maior de arrependimento. Havia sobre João a unção divina, e a
ele coube a missão de preparar o caminho para a vinda do Messias. Ele
endireitava as veredas para muita gente naqueles dias, enquanto se aproximava o
momento em que o Filho de Deus pudesse nascer, para cumprir o seu Ministério.
O ministério de João Batista impactava tantas pessoas, que muitos saiam de cidades
vizinhas, dirigindo-se ao local, onde anunciava as Boas Novas de Salvação. Cada
palavra que ele pronunciava, era repleta de poder, ao ponto de multidões
descerem às águas batismais.
Após a sua transição, em decorrência do episódio conhecido de todos, Jesus
declarou aos seus discípulos que “dentre todos os nascidos de mulher,
não há maior profeta do que João Batista.” João fez a sua parte, pregando no
deserto e fazendo a vontade de Deus. A Bíblia diz claramente que ele se
alimentava de gafanhotos e mel silvestre.
No estilo de vida que João escolheu para viver, deu ele um grande exemplo
para todos nós. Ele viveu momentos difíceis, mas também teve momentos de
glória, como é a nossa vida ainda hoje. Todos os homens de Deus experimentaram
contradições, e com João Batista não foi diferente. Nós, de igual forma,
enquanto aqui vivermos, teremos uma ingestão diária de coisas boas e ruins. Nem
mesmo o Mestre Jesus escapou dessa dura realidade. Num momento, Ele estava nas
águas do Rio Jordão; em outro, no deserto. Em algumas ocasiões, o Mestre era
elogiado; em outras, era tentado e criticado.
Para concluir, reflitamos sobre a vida de João no deserto, comendo
gafanhotos e mel. Na alimentação, ele equilibrava o alimento amargo com o sabor
do mel. Nós também, seguindo o exemplo de João, vamos experimentar coisas
amargas, mas teremos agradáveis momentos, e na doçura do mel, seremos
alcançados pela graça divina.







