Viagem da Reencarnação
reencarnação, utiliza-te de todas as ensanchas para o ministério do progresso
espiritual, tua meta maior. Considera a vilegiatura carnal como sendo uma
estrada quilometrada com objetivos definidos e meta bem caracterizada. À semelhança de qualquer rota, o seu curso se
desdobra por paisagens límpidas e encantadoras, a claro céu ensolarado, sob
intempéries vigorosas e sobre solos assinalados por problemas que
impossibilitam o acesso. Cada quilômetro vencido representa uma etapa anual de
conquista laboriosa.
Da mesma forma que o viajante comum se preocupa para a
excursão, precatando-se contra as prováveis dificuldades, armando-se de
previdência para enfrentar os trâmites difíceis e as possíveis ocorrências, no
movimento reencarnacionista, igualmente, faz-se indispensável que medidas
acautelatórias, de natureza preventiva ou reparadora, sejam colocadas em pauta
e examinadas. Nem sempre o avanço se fará com rapidez ou facilidade.
Aqui, é um caminho impérvio, onde os problemas se
multiplicam impeditivos, podendo, sem embargo, a penates, ser contornado. Ali, estão penhascos ameaçadores, cujos
declives exigem embreagens e freios regulados, mediante os quais se poderá
vencer o perigo. Além, se encontram pontes caídas sobre cursos d’água que,
todavia, se farão transpostos, através de outros recursos.
Há sempre desafios; entretanto sempre se dispõem de
soluções para equacionamento dos óbices. Pelo caminho humano, em que o Espírito avança
no rumo da Vida Maior, repontam, também, surpresas desagradáveis, incidentes e
testes que medirão a capacidade de resistência quanto de discernimento de cada
viajante. Os problemas servem para avaliar as aquisições morais, enquanto
facultam que as conquistas amealhadas sejam colocadas a prova. No curso da evolução, por onde o Espírito
transita para o grande norte, aparecem, providenciais, túneis que facilitam o
acesso às metas buscadas.
Ao invés da montanha desafiadora ou do abismo
aparvalhante, a técnica, no mundo, consegue abreviar as distâncias abrindo
passagens subterrâneas. Nelas, todavia, se defronta a questão das trevas, que
são contornadas mediante os recursos das luzes artificiais ou das aberturas
estratégicas, na direção da claridade. O túnel moral, que intimida, mas
facilita o processo da evolução, deve ser configurado como as provações, os
graves momentos de dor, os testemunhos.
O cristão decidido utiliza-se da prece – verdadeiro canal
que traz do Alto as claridades indispensáveis para que se esbatam as sombras –
perseverando no avanço. Outras vezes pode acender também as
luminescências da resignação e da coragem, que se assemelham à força elétrica,
para vencer a escuridão aterradora. Não te olvides, jamais, que, por mais
sombria se te apresenta a rota ou túnel, por onde rumas, há claridade
aguardando à frente, convidativa. Não te avassalem os injustificáveis receios,
nem te assomem os estresses alucinantes, não te facultes inquietações
indesculpáveis.
Enquanto se está na Terra nada há em definitivo, ninguém
está em segurança total. A relatividade do corpo, os impositivos da
evolução, os dados fornecidos pelo passado para a elaboração do programa do
presente e do futuro são responsáveis pelas conjunturas de cada momento, e as
surpresas são mapeamentos que reprogramam atividades e realizações para o
futuro. Ninguém
se considere, em razão disso, vitorioso, enquanto no corpo.
Quase sempre uma viagem exitosa, até certo ponto, pode
interromper-se por tempo indeterminado, no último quilômetro. Vigia e trabalha. Ora e serve. Confia e sê fiel ao bem. Sofre e liberta-te da constrição do erro. Insiste e não desanimes.
Jesus, nosso Modelo Perfeito, somente ao concluir a Sua
tarefa entre nós, do alto do madeiro em que jazia crucificado, se considerou
vitorioso ao bradar: – “Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito.”
Quando tudo estiver consumado, poderás considerar-te vitorioso na tua viagem da
reencarnação, por haveres logrado alcançar a meta perseguida que é a libertação
total e plena.
(Joanna de Ângelis – Divaldo Franco)









