Chico Xavier e a convivência
com os animais
com os animais
Para além de qualquer forma de
religião ou crença, mas acreditando na força da Natureza e que somos parte dela
e responsáveis por ela, reproduzo abaixo trechos de alguns livros de Chico Xavier.
Simplesmente porque o amor entre seres humanos e animais não deve ser motivo de
chacota, e são lindas estas histórias.Os biógrafos de Francisco Cândido Xavier são unânimes em destacar seu imenso e
admirável amor pelos animais. Seu amigo Adelino da Silveira, que frequentou sua
casa durante muitos anos, conta algumas histórias sobre o assunto em dois de
seus livros: Chico, de Francisco e Kardec Prossegue.“Quantas vezes o vimos chegar às três horas da manhã, após haver atendido mais
de mil pessoas, pegar seus gatos ou cachorros no colo, acariciá-los, para
depois lhes preparar a comida com imenso carinho. Seus gatos, cachorros e até
um coelho, animais irracionais de diferentes espécies, viviam harmoniosamente
sob o mesmo teto e nós, seres racionais, da mesma espécie, do mesmo sangue, nem
sempre conseguimos viver em paz dentro de nossos lares. O amor que ele dedica
aos animais é alguma coisa que vai além de nossa compreensão” – comenta o
escritor, relatando o porquê dessa sua conclusão. Chico chegava a dizer à senhora
que cuidava da sua casa:– O mesmo alimento que comprar para nós, compre também
para os nossos animais e, se o dinheiro não der, deixe de comprar o nosso, mas
não o deles.Adelino perguntou-lhe qual o animal mais evoluído espiritualmente e dele anotou
a resposta: – É o cão. O cão desperta muito amor e é modelo de fidelidade. As
pessoas que amam e cultivam a convivência com os animais, especialmente os
cães, se observarem com atenção, verificarão que os vários espécimes são
portadores de qualidades que consideramos quase humanas, raiando pela
prudência, paciência, disciplina, obediência, sensibilidade, inteligência,
improvisação, espírito de serviço, vigilância e sede de carinho, infundindo-nos
a idéia de que, quanto mais perto se encontram das criaturas humanas, mais se
lhes assemelham, preparando-se para o estágio mais próximo da hierarquia
espiritual.Chico tinha uma cachorra de nome Boneca, que sempre o esperava, fazendo grande
festa ao avistá-lo. Pulava em seu colo, lambia-lhe o rosto como se estivesse
beijando-o. Ele falava:– Ah!, Boneca, estou com muitas pulgas. Imediatamente,
ela começava a coçar o peito dele com o focinho. O cãozinho morreu velho e
doente e o médium sentiu muito sua partida. Um casal amigo, que presenciara
várias vezes essa cena, adquiriu para lhe oferecer, numa visita que ele fazia a
São Paulo, uma filhotinha da mesma raça. O animalzinho estava envolto num
pequeno cobertor, pois fazia frio e, quando Chico chegou, lhe foi passado aos
braços e começou a lamber-lhe o rosto, ouvindo dele:– Ah!, Boneca, estou com
muitas pulgas. Prontamente, ela esfregou o focinho no seu peito, como se
estivesse atrás das pulgas. Em meio à emoção que se formou, surgiu esta
explicação do recém-chegado:– Quando amamos nosso animal e lhe dedicamos sentimentos
sinceros, ao partir, os espíritos amigos o trazem de volta, para que não
sintamos tanto sua falta. Assim, a Boneca está aqui, ensinando a esta
filhotinha hábitos que lhe davam alegria. Nós, seres humanos,
encontramo-nos na Natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma
proporção que os anjos estão para nos ajudar.
religião ou crença, mas acreditando na força da Natureza e que somos parte dela
e responsáveis por ela, reproduzo abaixo trechos de alguns livros de Chico Xavier.
Simplesmente porque o amor entre seres humanos e animais não deve ser motivo de
chacota, e são lindas estas histórias.Os biógrafos de Francisco Cândido Xavier são unânimes em destacar seu imenso e
admirável amor pelos animais. Seu amigo Adelino da Silveira, que frequentou sua
casa durante muitos anos, conta algumas histórias sobre o assunto em dois de
seus livros: Chico, de Francisco e Kardec Prossegue.“Quantas vezes o vimos chegar às três horas da manhã, após haver atendido mais
de mil pessoas, pegar seus gatos ou cachorros no colo, acariciá-los, para
depois lhes preparar a comida com imenso carinho. Seus gatos, cachorros e até
um coelho, animais irracionais de diferentes espécies, viviam harmoniosamente
sob o mesmo teto e nós, seres racionais, da mesma espécie, do mesmo sangue, nem
sempre conseguimos viver em paz dentro de nossos lares. O amor que ele dedica
aos animais é alguma coisa que vai além de nossa compreensão” – comenta o
escritor, relatando o porquê dessa sua conclusão. Chico chegava a dizer à senhora
que cuidava da sua casa:– O mesmo alimento que comprar para nós, compre também
para os nossos animais e, se o dinheiro não der, deixe de comprar o nosso, mas
não o deles.Adelino perguntou-lhe qual o animal mais evoluído espiritualmente e dele anotou
a resposta: – É o cão. O cão desperta muito amor e é modelo de fidelidade. As
pessoas que amam e cultivam a convivência com os animais, especialmente os
cães, se observarem com atenção, verificarão que os vários espécimes são
portadores de qualidades que consideramos quase humanas, raiando pela
prudência, paciência, disciplina, obediência, sensibilidade, inteligência,
improvisação, espírito de serviço, vigilância e sede de carinho, infundindo-nos
a idéia de que, quanto mais perto se encontram das criaturas humanas, mais se
lhes assemelham, preparando-se para o estágio mais próximo da hierarquia
espiritual.Chico tinha uma cachorra de nome Boneca, que sempre o esperava, fazendo grande
festa ao avistá-lo. Pulava em seu colo, lambia-lhe o rosto como se estivesse
beijando-o. Ele falava:– Ah!, Boneca, estou com muitas pulgas. Imediatamente,
ela começava a coçar o peito dele com o focinho. O cãozinho morreu velho e
doente e o médium sentiu muito sua partida. Um casal amigo, que presenciara
várias vezes essa cena, adquiriu para lhe oferecer, numa visita que ele fazia a
São Paulo, uma filhotinha da mesma raça. O animalzinho estava envolto num
pequeno cobertor, pois fazia frio e, quando Chico chegou, lhe foi passado aos
braços e começou a lamber-lhe o rosto, ouvindo dele:– Ah!, Boneca, estou com
muitas pulgas. Prontamente, ela esfregou o focinho no seu peito, como se
estivesse atrás das pulgas. Em meio à emoção que se formou, surgiu esta
explicação do recém-chegado:– Quando amamos nosso animal e lhe dedicamos sentimentos
sinceros, ao partir, os espíritos amigos o trazem de volta, para que não
sintamos tanto sua falta. Assim, a Boneca está aqui, ensinando a esta
filhotinha hábitos que lhe davam alegria. Nós, seres humanos,
encontramo-nos na Natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma
proporção que os anjos estão para nos ajudar.









