Na Grécia antiga, a mitologia criou deuses e heróis. Dentre as centenas de personagens, o invencível Hércules habita o nosso imaginário até os dias atuais. Sinônimo de força física e intrepidez, o herói é reconhecido por dar cabo de doze trabalhos sobre-humanos. Suas façanhas lhe renderam o Olimpo e, máxima glória, seu nome tornou-se adjetivo.
Faz parte do anedotário nacional uma máxima: o carteiro, junto com o médico, é uma das profissões mais respeitadas. Afinal, mesmo com o advento inexorável da tecnologia e de todos os seus corolários, é ele quem leva as boas novas para os rincões mais inacessíveis do país. E para cumprir essa nobilíssima tarefa, é necessário andar muito.
Na história postal brasileira temos um carteiro que se notabilizou: Paulo Bregaro, que levou para o príncipe D. Pedro as notícias de Portugal que ensejaram a Independência do Brasil. As palavras proferidas pelo Conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva, ao recomendar pressa na entrega das correspondências, ainda hoje sintetizam a mística do trabalho responsável do carteiro: “Arrebente e estafe quantos cavalos necessários, mas entregue a carta com toda a urgência” – segundo uma versão. “Se não arrebentar uma dúzia de cavalos, no caminho, nunca mais será Correio, veja o que faz!” – segundo outra versão. Por seu feito, Paulo Bregaro é o patrono dos Correios.








