O relato da visita da rainha astuta encontra-se no livro de I Reis 10.1-13. A rainha de Sabá ouviu falar da fama de Salomão e foi submeter o rei à prova por meio de enigmas.. A rainha da Etiópia chegou a Jerusalém com uma imponente comitiva de camelos carregados de perfume, muito ouro e pedras preciosas. Ainda que a sua origem seja contestada, a rainha, também conhecida como Makeda, está no centro da mitologia etíope. O seu encontro com o rei de Israel, Salomão, há três mil anos atrás, pode ser uma lenda. Num enorme desejo de saciar a sua sede de conhecimento, esta rainha lendária fez uma visita ao sábio rei de Israel, em Jerusalém.
Relatos escritos do encontro sugerem que ela deu um filho ao rei. O encontro entre o rei e a rainha está documentado em vários textos, entre eles a Bíblia judaica, o Alcorão, onde a rainha é chamada “Bilqis”, e um antigo documento etíope chamado “Kebre-Negast”, onde ela é chamada “Makeda”. É ainda mencionada no Novo Testamento como a “Rainha do Sul”. A origem da Rainha de Sabá continua sem consenso. Os etíopes afirmam que ela lhes pertence, assim como o povo do Iémen que entende que Sabá é uma referência ao importante reino árabe de Saba, localizado no atual Iémen. Os etíopes acreditam que o seu palácio tenha sido construído na cidade de Aksum, no norte da Etiópia, onde as ruínas ainda podem ser visitadas. (“Bilqis” é o nome pelo qual é chamada no Alcorão e “Makeda” é como lhe chamam os escritores etíopes no seu mais antigo livro, conhecido como “Kebre-Negast”, em português, “Glória dos Reis”). Por se tratar de uma história de amor, união e amizade, atrai muita atenção.
Salomão teria convidado a rainha para o seu banquete e a passar a noite no seu palácio. A rainha fê-lo prometer que ele não lhe tocaria à força. Salomão concordou e em troca exigiu-lhe que não mexesse em nada em sua casa. A comida do banquete do palácio era muito picante. A rainha acordou com sede no meio da noite e pegou num jarro de água que estava perto da sua cama. Salomão apareceu, dizendo-lhe que ela havia quebrado a sua promessa. Depois da rainha ter saciado a sede, eles passaram a noite juntos. Pelo relato, a rainha deu a Salomão um filho chamado Menelik. O Kebre-Negast afirma que Menelik visitou o seu pai em Israel e, de volta à Etiópia, levou consigo a Arca da Aliança, uma relíquia sagrada que guardava os Dez Mandamentos, surgindo daí, a longa tradição do judaísmo na Etiópia. A história da rainha de Sabá continua ainda viva, sendo ela para muitos um símbolo de beleza, amor e paz. Para o povo etíope, a rainha é um verdadeiro ícone em sua história nos últimos três mil anos.







