É sabido que, ao longo da história, a mulher viveu fases conturbadas, sendo obrigadas à servidão, escrava de sistemas adversos à realidade humana. Era assim, desde tempos memoráveis, quando a Liberdade feminina simplesmente era tolhida. Nalguns cantões do mundo moderno, a mulher ainda tem que se submeter a hábitos e costumes, contrariando a princípios naturais da convivência, no contexto de nações evoluídas.
Era também assim, na era elisabetana, quando o espírito de servidão predominava, subjugando a mulher a tratamentos subumanos, bem distante de um padrão de civilidade. Os costumes e tradições eram observados a rigor, mas contrariava os desejos de Liberdade inerente à raça humana, mormente à mulher. O papel desempenhado pela mulher, nesse tempo, era simplesmente inaceitável, em sua plenitude. No entanto, era aceito, da maneira como se apresentava à sociedade.
A partir de mudanças profundas no comportamento humano, aconteceu a evolução natural, principalmente no mundo ocidental, quando a mulher fez importantes conquistas, vivendo uma nova realidade. É aí que o poeta inglês, movido por sentimentos críticos, desenvolve o pensamento de Liberdade, avançando na defesa intransigente dos direitos da mulher, que persiste no mundo civilizado.
Embora, a sociedade moderna tenha adquirido novos parâmetros com relação a este assunto, existem ainda alguns resquícios de escravidão da mulher em muitas províncias. Certamente, o discurso utilizado pela protagonista reflete de maneira direta no comportamento atual, libertando a mulher de antigos jugos, deixando-a completamente livre para pensar, agir e enfrentar as mazelas do preconceito praticado aqui, ali e acolá.








