Nada mais é para durar. Então, os tempos são líquidos. As teorias têm se transformado em práticas naturais, mas os humanos vivem perturbados, à busca de paz interior. O apóstolo Paulo disse a Timóteo, em poucas palavras, todas as coisas que ocorrem na história da humanidade. Os atos negativos do ser humano apontados no texto neotestamentário, exprimem a realidade vivida por todos nós, até mesmo nos lugares santos. Egoísmo, avareza, presunção, arrogância, blasfêmia, ingratidão, impiedade e desobediência aos pais. Muitos adjetivos para dizer como vive o mundo no presente século.
As pessoas não exercem mais o amor, nem em família; são irreconciliáveis e caluniadoras; não possuem domínio próprio; são cruéis e inimigas do bem. A traição encontra-se em nosso meio, além da precipitação e da soberba, sendo a maioria mais amante dos prazeres do que amiga de Deus. Para concluir o pensamento apostólico, é bom reafirmar que “muitos têm aparência de piedade, mas com as suas práticas, estão negando o poder do Altíssimo”.
A consequência de tudo o que se opõe às palavras paulinas, sem dúvida é o desajuste social, a ansiedade generalizada, e a depressão que campeia em toda parte. A frustração é geral, quando as pessoas deixam de praticar o bem e se enveredam por caminhos tortuosos e incertos. A falta de compromisso está levando multidões ao “calabouço”, perdendo a fé e entrando em desespero. Todos têm medo de perder a liberdade e chegar a um “beco sem saída”. As doenças contagiosas e endemias também chegam para amedrontar todo mundo e perder a esperança no porvir. Diante destas conjecturas, é oportuno reafirmar o conceito do professor Pablo, da UniCesumar “Na sociedade de hoje, não podemos apegar-nos, visto que tudo é mutável e efêmero. Tudo é líquido e a possibilidade de perder é mais do que provável.”








