As Escolas Jesuítas tinham como objetivo catequizar e converter os nativos habitantes do novo mundo à fé católica. Além disso, os padres jesuítas exerceram forte influência na sociedade, principalmente burguesa. Na verdade, as escolas jesuítas tinham o papel de ajudar a perpetuar as desigualdades entre as classes sociais.
Logo que chegaram ao Brasil, os padres jesuítas lançaram as bases da catequização, com a criação das primeiras casas, as casas de bê-á-bá, dando início à educação colonial em seu sentido restrito, por meio da atuação com suas escolas de ler, escrever e contar e, posteriormente, em seus colégios.
Eles introduziram, no período colonial, uma concepção de educação que contribuiu para o fortalecimento das estruturas de poder hierarquizadas e de privilégios para um pequeno grupo. Os padres incutiram a ideia de exploração de uma classe sobre a outra e a escravidão como caminho normal e necessário para o desenvolvimento.
Os jesuítas, bem como as escolas jesuítas, perceberam que não seria possível converter os índios à fé católica, sem que soubessem ler e escrever. Desse modo, os nativos poderiam, de fato, ser inseridos ao catolicismo romano. Não raro os padres ridicularizam a figura do pajé e os ensinamentos da tribo, impondo aos nativos uma nova cultura e, dessa maneira, começam a abalar o sistema primitivo.
Foi assim pensando, que os jesuítas imprimiam suas marcas no processo de criação de escolas elementares, secundárias, seminários e missões espalhados pelo Brasil. Desse modo, trataram de organizar o sistema educativo, pois eles viam a educação como ferramenta de domínio religioso e difusão da cultura europeia nas terras indígenas.
Aqui se percebem algumas das ações missionárias com o intuito de destruir a cultura dos povos indígenas e empregar a vida do branco europeu, moldando segundo a civilização ocidental, mais especificadamente a cultura portuguesa.








