CONTEXTO DO MÉTODO SÊMIO-DISCURSIVO – Isaías 56:3-7
Em Isaías 56.3-7, o Senhor Deus mostra a todos os estrangeiros que estão dispostos a servi-lO, como devem se comportar. Aqui Ele dá um grande destaque ao cumprimento da aliança, citando a guarda do sábado.
O sábado representa a primazia, o “Dia do Senhor”. Em nosso contexto atual, não é necessário guardarmos exclusivamente o sábado, como se vê em Colossenses 2.16. Contudo, o sentido da guarda do sábado deve ser mantido. Devemos separar tempo, para adorar e aprender do Senhor. A vida não é só dinheiro e pagamento de contas. É preciso ter em mente que a principal função da guarda do sábado: adoração e conhecimento de Deus. Nenhuma outra atividade deveria ser praticada.
A promessa de Deus é que se buscarmos em primeiro lugar o Reino e a Justiça, tudo o que precisamos para sobreviver nos será acrescentado. Se alguém deseja ter crescimento espiritual, real e frutífero, é imprescindível que separe tempo, com qualidade para adorá-lO e aprender dEle.
Promessas para estrangeiros
Que nenhum estrangeiro que se disponha a unir-se ao Senhor, venha a dizer: “É certo que o Senhor me excluirá do seu povo”. E que nenhum eunuco se queixe: “Não passo de uma árvore seca”.
Pois assim diz o Senhor: “Aos eunucos que guardarem meus sábados, que escolherem o que me agrada e se apegarem à minha aliança, a eles darei, dentro de meu Templo e dos seus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas, um nome eterno, que não será eliminado. E os estrangeiros que se unirem ao Senhor para servi-lO, para amarem o nome do Senhor, e prestar-lhe culto, todos os que guardarem o sábado, deixando de profaná-lo, e que se apegarem à minha aliança, esses Eu trarei ao meu santo monte e lhes darei alegria em minha Casa de Oração. Seus holocaustos e demais sacrifícios serão aceitos em meu Altar, pois a minha casa será chamada “Casa de Oração” para todos os povos. (Is. 56.3-7)
Pesquisa 1 – O pensamento central de Isaías 56 é a conversão dos gentios. Em contraste com essa brilhante perspectiva, traça-se o sombrio quadro de Israel, que não está disposto a recebê-los. É necessária grande obra de reforma antes que Deus possa incorporar a Seu povo esses “separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa” (Ef 2:12).
Apresentação – Juízo e Justiça. Religião não era mera teoria nos tempos do VT, mas prática intensa. O sábado: assim como o sábado era um sinal da aliança no Sinai, é hoje um sinal para os convertidos, a nova aliança, tão discutida em todas as gerações de adoradores.
Pesquisa 2 – Os eunucos eram normalmente excluídos. (Dt 23.1). O eunuco etíope, de At 8.26-29, cumpriu essa promessa através da fé em Jesus, o Servo de Is 53. (Bíblia de Genebra).
Apresentação – Não deixando descendentes, um eunuco poderia temer que seu nome e herança fossem esquecidos em Israel. Porém, Deus prometeu a essas pessoas que, se permanecessem fiéis a Ele, lhes daria algo muito melhor que filhos; receberiam novos nomes (Ap 2:17), e a certeza de que esses nomes estariam escritos no livro da vida (Ap 3:5).
Pesquisa 3 – Jesus fez alusão ao texto bíblico, quando atirou ao chão o dinheiro dos cambistas do Templo (Mc 11:17).
Apresentação – A Casa de Oração: significa ter sido incluído na aliança e desfrutar da vida de comunhão com Deus (2.2-4; Sl 15:1; cf. 1Rs 8.41-43; Mc 11.17).
Pesquisa 4 – Para todos os povos. Pessoas de outras nações que acolheram a fé em Deus eram recebidas com festejos (Is 2.2-4; 1 Rs 8.41-43). Jesus também fez menção da alegria que há no céu quando um pecador se arrepende (Lc 15.7).
Apresentação – Tempo e espaço. O profeta Isaías, no texto apresentado, expõe com clareza, o dever dos Seguidores da Lei de Deus, nos tempos da antiga aliança e também agora, com a graça manifestada em Jesus, pela morte na cruz.
Em todos os tempos, fica subentendido pelo texto sagrado, “as pessoas necessitavam ter um compromisso com o Deus de seu coração e de sua vida”. Judeus e gentios e, em especial os eunucos, receberam a promessa divina, de que ninguém seria excluído, se forem obedientes aos preceitos divinos.
Todos precisam obedecer e permanecer na presença de Deus, para alcançarem as Suas misericórdias. A promessa de Deus é para todas as pessoas, para que alcancem o Seu favor imerecido. Só assim, poderão morar com Jesus e Seus anjos, na Eternidade, um lugar de delícias, preparado para os fiéis de todo o mundo, e de todos os tempos. Isso acontecerá, após concluída a Grande Obra redentora do Mestre Jesus, que voltará para resgatar os Seus. O dia e a hora ninguém sabe, mas ao som da última trombeta, Ele se manifestará em glória.
Pesquisa 5 – Análise do Discurso: A confirmação das hipóteses, ao final da pesquisa, deverá avalizar a tese defendida, com as estratégias de intertextualidade, que concorrem para a construção de um texto-base, na ótica do Método Sêmio-Discursivo – Isaías 56:3-7
Apresentação – O exegeta terá, em suas práticas metodológicas, o dever de apresentar a solução para seus interlocutores, ao discorrer sobre o tema proposto em Isaías 56:1-7.
Pesquisa 6 – Sociocultural e Psicológica: Impacto Social e Pessoal
A abordagem no capítulo 56 de Isaías e os versículos recomendados, sugerem uma reflexão profunda sobre a obediências aos princípios bíblicos, quando utiliza figuras de seu tempo, para trazer luz e conhecimento a todos os adoradores.
Apresentação – Ninguém pode ficar omisso às recomendações do profeta, preocupado com o destino da humanidade, desde quando foi designado para a missão, profetizando que o Messias traria um novo mandamento.
Pesquisa 7 – Aplicação: Proposta Missional
Isaías (filho de Amós) é o autor do livro de Isaías. Seu nome significa “o Senhor é a Salvação”, e essa ideia permeia seus escritos. Isaías foi profeta em Jerusalém por cerca de 40 anos (de 740 a 701 a.C., aproximadamente), durante o reinado dos reis Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias e Manassés do reino de Judá, ao sul. Ele era casado e tinha pelo menos dois filhos (ver Isaías 7:3; 8:1–3).
Apresentação – O livro de Isaías foi escrito em uma época de grande iniquidade e apostasia e aborda tanto acontecimentos dos dias de Isaías como acontecimentos futuros. Talvez a parte mais importante desse livro seja o testemunho de Isaías de que Jesus é o Cristo, o Santo de Israel e o Messias prometido. O estudo do livro de Isaías pode fortalecer o testemunho que os Seus Seguidores têm do Salvador e ensiná-los a ouvir o Espírito ao se depararem com simbolismos nas escrituras.








