Ao longo desses mais de 500 anos da Reforma Protestante, surgiram desdobramentos, tendo libertado a burguesia das proibições eclesiásticas das práticas comerciais e outras práticas da época. Por sua vez, os camponeses viram na Reforma a chance de corrigir injustiças do sistema feudal, um modelo econômico e social, baseado na terra e na relação de fidelidade entre os homens, que durou durante a Idade Média. A iniciativa de Lutero foi pessoal, com livre interpretação da Bíblia, devendo ser compreendida como mais uma das muitas manifestações típicas do ‘individualismo’ do homem renascentista.
A influência da Igreja Católica na Idade Média era intensa e se expressava no controle da ‘mentalidade’ do povo, além da própria política e governo praticados pelos senhores feudais. A ‘transição’ do sistema feudal para o capitalismo e a passagem para a Idade Moderna provocaram mudança de pensamentos em toda a Europa.
A Reforma Protestante pôs fim ao ‘monopólio’ espiritual da Igreja Católica na Europa, abrindo ‘caminho’ para o surgimento de diversas vertentes do Cristianismo. No século 16 surgiram as religiões Anglicana, na Inglaterra; Luterana, na Alemanha; Calvinista, na França e na Suíça. No século 18, surge a Igreja Metodista, no Reino Unido e, a partir do século 19, as religiões Pentecostais e Neopentecostais, que ficaram populares nos Estados Unidos.
Dentre tantos ‘benefícios’ trazidos pela Reforma Protestante, no ‘quesito’ desdobramentos, foram marcantes e algumas provocaram ‘consideráveis’ rupturas entre Igreja e monarquias. A ‘tradução’ da Bíblia para outros idiomas para que mais pessoas pudessem ter ‘acesso’ ao seu conteúdo, foi determinante.
É bom salientar que a Reforma não foi somente religiosa, mas também politica, econômica e social, e não surgiu simplesmente da mente de uma meia dúzia de religiosos. Ela foi o ‘resultado’ de décadas de insatisfação crescente com as ‘doutrinas’ e as ‘práticas’ da igreja católica.








