O começo de tudo foi no ano de 1530, quando ‘Melanchthon’, discípulo de Lutero, redigiu os ‘princípios’ e fundamentou a doutrina Luterana. Houve grande movimentação na Europa a partir das teses protestantes de Lutero, dando origem a diversas guerras religiosas. A partir daí, aconteceu o ‘crescimento’ do protestantismo na Europa, o que forçou a convocação do Concílio de Trento pelo Papa Paulo III, reunindo-se em três ciclos: 1545-1547, 1551-1552 e 1562-1563. O objetivo era combater o avanço do protestantismo.
Politicamente a Igreja ainda representava um grande força, uma vez que a consolidação do poder dos monarcas dependia da aprovação papal. Essa situação tem relação com o processo de formação dos Estados nacionais e de centralização do poder. As agendas políticas dos Estados formados eram muitos amplas, e, na maioria das vezes, os interesses dos reis desses locais não se encontravam com os interesses do papa. A reação da Igreja Católica conseguiu, em partes, barrar o avanço do protestantismo, mas em locais como Alemanha, Dinamarca, Suécia, Países Baixos, Suíça, Inglaterra e Suíça, essa vertente religiosa conseguiu conquistar muito espaço. As contradições econômicas e políticas vividas no Continente europeu favoreceram a entrada de novas religiões e o ‘fortalecimento’ do capitalismo norte-americano, impulsionando as religiões protestantes no sentido de expandir a sua fé. A Igreja Reformada Holandesa foi organizada, em 1628, em Nova Amsterdã, Ilha de Manhattan, cuja colônia passou para o inglês, em 1664, com o nome de Nova York. No período de domínio holandês, a região recebeu imigrantes luteranos, menonitas, católicos e puritanos ingleses.
O ‘protestantismo’ chega às terras latinas de formas variadas, e professando ideias liberais. O desenvolvimento do capitalismo’’ dependente e o fortalecimento de uma burguesia liberal foram fatores de extrema importância no processo.
Além da ideia de que estavam destinados a cumprir a vontade de Deus evangelizando povos e espalhando o ‘protestantismo’ pelo mundo, os protestantes se valeram de possibilidades políticas para sua expansão. Percebe-se que as condições históricas e a ideologia religiosa protestante encontram umas nas outras, espaços propícios à questão da fé. Junto ao sentimento religioso, havia também a questão da cidadania, capaz de lançar bases sólidas para fomentar ideais nacionalistas no seio das classes menos favorecidas.
Naturalmente, o protestantismo desempenhou na América do Sul, especialmente no Brasil, um papel de suma importância, notadamente nas questões sociais. Durante as muitas etapas do movimento protestante, criou-se ‘costumes’ salutares, mudando o comportamento de seguidas gerações. Desde a implantação de igrejas históricas, passando pelo movimento pentecostal e neopentecostal, o Brasil e países vizinhos passaram por transformações socioeconômicas relevantes.
O protestantismo de imigração, e o protestantismo de missão tiveram avanços consideráveis em seus momentos históricos, cada um deles com suas próprias características. Concluindo, pode-se afirmar que foi tanto o progresso do protestantismo no Brasil que, segundo estatísticas recentes, o País tem mais de sessenta milhões de seguidores, em suas variadas vertentes da fé protestante.








