A tratativa aqui se refere à ‘apostasia’, quando alguém que já experimentou a salvação genuína em Jesus Cristo, recua e se apostasia da fé. Teologicamente, a apostasia sempre foi um tema nas denominações cristãs, notadamente na doutrina arminiana. O termo vem de uma palavra grega que significa “estar longe de”. Quando se refere sobre aqueles que se tornaram ‘apóstatas’ ou que se desviaram da verdade de Cristo, o ‘entendimento’ é sobre aqueles que caíram da fé ou, no mínimo, da profissão de fé em Cristo, que eles um dia fizeram publicamente.
Pode-se afirmar, com base ‘escriturística’ que “verdadeiros cristãos podem desviar-se, apostasiar-se da fé e, consequentemente, perder a salvação. O Novo Testamento indica que isso pode acontecer. O apóstolo Paulo, convicto em sua teologia, escreveu sobre o assunto em 1Timóteo 1.18-20 – “Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo as ‘profecias’ de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o bom combate, mantendo fé e boa ‘consciência’, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa ‘consciência’, vieram a naufragar na fé.” E disse ainda: “dentre esses, se encontram Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para serem castigados, a fim de não mais blasfemarem.”
Sem dúvida alguma, o ‘crente’, mesmo após ter tido uma conversão verdadeira, pode ‘cair’ da graça e disso todos podem ter certeza. Ao contrário da doutrina calvinista que “uma vez salvo, salvo para sempre”, o cristão pode recuar e se ‘enveredar’ por caminhos tortuosos. Uma forte referência está em 1 João 2.19, que fala dos falsos mestres que haviam saído da igreja como nunca tendo sido verdadeiramente parte dela. Existem muitas pessoas que, apesar de ter feito ‘profissão’ de fé e passado por um bom discipulado, sem jamais ter experimentado uma conversão genuína. No entanto, outros, por ‘descuido’ ou apostasia, mesmo convertidos, se afastam da Comunidade, podendo ‘reconciliar’, em circunstâncias especiais.
É bom que fique bem claro que, “Deus glorifica todos aqueles a quem Ele justifica, conforme Romanos 8.29 e 30. Quando o ‘crente’ tem uma verdadeira fé salvadora, é justificado. Porém, pelas ‘tentações’ e fatos do dia a dia, ele pode ‘titubear’ e perder a fé em Jesus.








