Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem vive de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja. A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz; a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à Lei de Deus, nem pode fazê-lo. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus. (Rm 8.5-8).
Viver em Espírito é sublime e não existem ‘vocábulos’ suficientes para descrever tamanha graça. O apóstolo Paulo, vivendo em Espírito, em perfeita santidade, expressou aos Gálatas 2.20: “Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.”
O espiritualista sincero, aquele que tem ‘intimidade’ com Deus, vive cotidianamente uma ‘quintessência’, algo espiritual muito difícil para explicar. O que há de melhor, de mais ‘apurado’, importante ou excelente; o grau mais elevado ou melhor de alguma coisa, na vida em Espírito.
Quando uma pessoa alcança o nível da quintessência, que equivale à maturidade espiritual, ou ainda a quinta dimensão, ela praticamente flutua, num estado de graça perene. Em tudo, ela vê Deus e se enche de alegria. A Natureza passa a ter um significado especial na vida de quem escolheu andar com Deus.
Quem vive na plenitude da graça de Deus, não tem mais prazer no que é supérfluo e nem utiliza mais o precioso tempo com coisas que não edificam. As pessoas que estão num nível espiritual excelente, não perdem mais tempo com futilidades, como programas de TV, discussões tolas e tantas outras avarias da vida moderna.
As pessoas que atingem o grau da verdadeira ‘maestria’, não sentem mais prazer nas competições mundanas, o ‘competir’ não faz mais sentido para os iluminados. Reconhecem, sobretudo, que a quinta dimensão não é um lugar, mas sim uma frequência, um estado vibracional poderoso. Não têm mais medo do ‘desconhecido’ e não tem medo do mundo extrafísico. A Natureza e tudo que nela há devem ser encarados como algo natural e não como algo amedrontador.
Para o verdadeiro adorador, o servo do Deus Altíssimo o diabo não existe. O que existe é uma espécie de demônio, uma imensa ‘egrégora’ alimentada por sentimentos negativos, como orgulho, egoísmo, ganância, medos e ilusões. Neste estado de consciência plena, o ‘Buscador’ da verdade prefere ficar a sós, mas ao mesmo tempo, quando está com pessoas de mentes afins, quer estar com elas por inteiro e intensamente.
Os espiritualistas, regra geral, possuem um ‘propósito’ de vida e querem encontrá-lo por si só, em suas constantes buscas espirituais, pois percebem que quanto mais querem controlar, mais atrapalham a ‘manifestação’ de milagres em suas vidas. Existem momentos que preferem muito mais o silêncio, pelo qual Deus se apresenta do que participar de uma reunião ‘gigantesca’, onde predomina o barulho ensurdecedor que serve mais para confundir do que para construir.
Quem vive em Espírito, sabe muito bem que “vencer na vida” não significa morrer rico e muito menos “vencer os outros” para mostrar que é melhor e mais combativo. Homens e mulheres de mentes regeneradas reconhecem que “vencer na vida, é vencer seus limites e medos, e chegar no fim da vida com o coração vibrando em gratidão por saber que, se não conseguiram cumprir tudo o que vieram cumprir, pelo menos houve um esforço.
E, para concluir, é bom salientar que para estes milhares de seres humanos que estão no anonimato, “a saudade não é um sentimento ruim e de perda, mas sim um sentimento que traz a certeza que um dia reencontrará todas as pessoas que amaram e um dia passaram em suas vidas. Pela fé, num futuro próximo, haverá o reencontro num lugar de delícias, o Paraíso eterno.
Então, viver em Espírito, é desejar o bem a todas as pessoas, até mesmo aos ‘desafetos’, ajudando as almas famintas do mundo e, permanecer vigilante e pronto para quaisquer circunstâncias, sendo este o propósito que veio cumprir no planeta Terra, pois ninguém passa por este mundo apenas como um turista espiritual. É preciso, pois, viver em Espírito, para ‘herdar’ as mansões eternas.








