Num sábado, de madrugada, a chuva chegou
a cidade de Mimoso, as ruas foram alagadas.
As águas, sem piedade, trouxeram destruição;
mês de março, a triste cena e dor no coração.
Tromba d’água caiu, casas foram destelhadas.
Intervenção antrópica, lixo e drenagem ruim;
consciência ambiental em baixa: ação humana!
Corpo de Bombeiros em ação, caminhão arrastado.
Um quadro desolador, era choro prá todo lado:
rios e córregos cheios na Bacia do Itabapoana.
O dilúvio cobriu a cidade, de repente, um horror!
Mimosenses perderam a vida, prejuízo foi demais.
Alerta vermelho havia, sem acreditar na tormenta:
quase tudo foi perdido no lamaçal que atormenta.
A fome bateu na porta nestes momentos fatais.
Relatos são de tristeza, um ano após a tragédia;
casas desmoronadas, ruas da cidade em ruínas…
falou alto a solidariedade, após tanto sofrimento!
Todos juntos por Mimoso, desde o seu surgimento.
Viver é preciso, com resiliência e bênçãos divinas.
Mimoso do Sul tem um povo vibrante e corajoso;
sabe ganhar e perder, e reconquistar outra vez…
museus e monumentos, testemunhos da história;
gente guerreira recomeça, os momentos de glória
de um lugar que tem progresso e na alma a altivez.
Os mais de 25 mil habitantes da cidade capixaba de Mimoso do Sul, foram surpreendidos por uma ‘tromba d’água’, na madrugada de 23 de março de 2024. Uma tragédia anunciada, que deixou vítimas em todo o território do município. “Era um sábado e ninguém mais esquece a triste cena, quando as águas invadiram os imóveis, causando ‘destruição’ e prejuízos incalculáveis às famílias”, foi o relato do casal Áureo Coelho e Nely Keller, que ainda reconstrói a moradia, após a catástrofe. 
Mundo Novo, 19 de março de 2025
Jairo de Lima Alves








