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Recanto do Escrito
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ago202008

Poemas e Poetas do Brasil – PPB/0051

PersonalidadesPor jairo20 de agosto de 2008Deixe um comentário

Outro Epigrama Cassiano Ricardo Se perdi a inocência para ganhar o pão de cada dia, com o suor do próprio rosto lamento apenas tenha sido tão escassa a inocência de que eu era servido. Para que tão facilmente eu a houvesse perdido e o pão de cada dia, em conseqüência, me seja, agora, uma simples…

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ago192008

Poemas e Poetas do Brasil – PPB/0050

PersonalidadesPor jairo19 de agosto de 2008Deixe um comentário

A Florista Francisca Julia da Silva Suspensa ao braço a grávida corbelha, Segue a passo, tranqüila… O sol faísca… Os seus carmíneos lábios de mourisca Se abrem, sorrindo, numa flor vermelha. Deita à sombra de uma árvore. Uma abelha Zumbe em torno ao cabaz… Uma ave, arisca, O pó do chão, pertinho dela, cisca, Olhando-a,…

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ago182008

Poemas e Poetas do Brasil – PPB/0049

PersonalidadesPor jairo18 de agosto de 2008Deixe um comentário

A Maria ElisaHomero Homem Minha filha nasceu de madrugada. Com seu canto, um pássaro flertava a estrela-dalva e assim nascia o dia – e minha filha. Botão de rosa, pétala de choro Ferindo cerne mãe, roseira mansa Em ofego e trileno enraizada, Minha filha nasceu. Pajem da aurora entre roupagens lívidas, assépticas, meu braço rude…

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ago172008

Poemas e Poetas do Brasil – PPB/0048

PersonalidadesPor jairo17 de agosto de 2008Deixe um comentário

As Mortes Tanussi Cardoso quando o primeiro amor morreu eu disse: morri quando meu pai se foi coração descontrolado eu disse: morri depois, a avó do Norte os amigos da sorte os primos perdidos o pequinês, o siamês morri, morri estou vivo a poesia pulsa a natureza explode o amor me beija na boca um…

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ago162008

Poemas e Poetas do Brasil – PPB/0047

PersonalidadesPor jairo16 de agosto de 2008Deixe um comentário

Colheita Saulo Ramos Então quando o céu de inverno (inverno só na folhinha) abriu os olhos vermelhos, a buzina que dormira o ano inteiro no embornal acordou na luz novinha sob um beijo do fiscal, ao pé do sino pesado que assustou a madrugada: a vendedora de flores que tinha um cesto encarnado no céu…

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ago142008

Poemas e Poetas do Brasil – PPB/0045

PersonalidadesPor jairo14 de agosto de 2008Deixe um comentário

Prólogo Prólogo Chegou a hora de incendiar as palavras e atiçar fogo na noite escura. Ah, erga-se o facho das estrelas nesta noite de puro abril: eu quero a luz derramada sobre a chaga do meu peito e a sangria de minhas mãos à mostra. E não me venham dizer que não é tempo de…

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ago132008

Poemas e Poetas do Brasil – PPB/0044

PersonalidadesPor jairo13 de agosto de 2008Deixe um comentário

Sintonia para Pressa e PresságioPaulo Leminski Escrevia no espaço. Hoje, grafo no tempo, na pele, na palma, na pétala, luz do momento. Sôo na dúvida que separa o silêncio de quem grita do escândalo que cala, no tempo, distância, praça, que a pausa, asa, leva para ir do percalço ao espasmo. Eis a voz, eis…

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ago122008

Poemas e Poetas do Brasil – PPB/0043

PersonalidadesPor jairo12 de agosto de 2008Deixe um comentário

Barcelona, Barcelona José Nêummane Pinto III As pedras de Gaudí se movem na cor, são ondas, ramblas, rios, os muros de Gaudí, palmeiras. Antonio Gaudí planta cal e colhe o sol, o céu na seara líquida do Mediterrâneo. O arquiteto semeia Plantas de argamassa em pontas de papiro. Dão frutos plenos, sem prumo, sons de…

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Poemas e Poetas do Brasil – PPB/0042

PersonalidadesPor jairo11 de agosto de 2008Deixe um comentário

Noturno Ariano Suassuna Têm para mim Chamados de outro mundo as Noites perigosas e queimadas, quando a Lua aparece mais vermelha São turvos sonhos, Mágoas proibidas, são Ouropéis antigos e fantasmas que, nesse Mundo vivo e mais ardente consumam tudo o que desejo Aqui. Será que mais Alguém vê e escuta? Sinto o roçar das…

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ago102008

Poemas e Poetas do Brasil – PPB/0041

PersonalidadesPor jairo10 de agosto de 2008Deixe um comentário

Morte de LindóiaJosé Basílio da Gama Um frio susto corre pelas veias De Caitutu, que deixa os seus no campo; E a irmã entre as sombras do arvoredo Busca coa vista, e treme d’encontrá-La. Entram enfim na mais remota e interna Parte do antigo bosque, escuro e negro, Onde, ao pé duma lapa cavernosa, Cobre…

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