O sonho é uma constante da vida
Tão concreta e muito bem definida
Como outra coisa qualquer…
é como a pedra onde descanso,
E como um ribeiro manso
Ou mesmo um aconchego de mulher.
Muitos nem sabem que o sonho
é fermento.tão medonho,
Bichinho álacre e sedento…
De focinho pontiagudo,
Que fossa através de tudo
Num perpetuo movimento.
Sonho é tela, cor, pincel,
Base, fuste, capitel,
Que provoca nostalgia…
Arco em ogiva, vitral…
Pináculo de catedral,
Contraponto, sinfonia.
Sonho, o ouro distante
Rosa-dos-ventos, infante,
Caravela quinhentista…
Ouro, canela, marfim,
Colombina e arlequim,
Nas mãos de um alquimista.
Ninguém sabe e nem sonha
Que a pedra o passado enfronha,
Que o sonho comanda a vida….
O mundo pula e avança,
Entre as mãos de uma criança
Como bola colorida.
06.01.2008 – Jairo de Lima Alves









