A Carta do Imperator Christian BERNARD
Todos os anos, ao limiar do ano Rosacruz, o Imperator tem o hábito saudável de enviar uma Carta aos Adeptos de todo o Mundo, relatando as atividades místicas em todos os países e jurisdições da Organização Milenar. Assim, acaba de chegar a Carta de 2010, considerado o Ano R+C3362. O foco principal é a homenagem póstuma a H. Spencer Lewis, Imperator do atual ciclo do Rosacrucianismo.
É interessante a forma como Christian Bernard se dirige aos Iniciados, utilizando palavras singelas e de conteúdo simples, prestando contas da expansão da Ordem no mundo todo. Como fazia o apóstolo Paulo em suas famosas Epístolas, também essa iluminada figura do misticismo, leva a sua mensagem confortando muitos corações. Objetivamente, ele descreve os fatos de cada jurisdição, valorizando os Obreiros da Senda Rosacruz, de maneira tão eloquente, passando a cada um a impressão de estar presente nos lugares citados na missiva, que tem em torno de quatorze laudas, em caracteres normais.
Impressiona, sem dúvida, os termos adotados por esse místico e filósofo, representante da Tradição Primordial, e filho de Raymond Bernard, Grande Mestre de um passado recente, cujos escritos ainda fortalecem a egrégora e os sinceros buscadores da verdade.
Na Carta, o Imperator fala do avanço da Ordem na França, na Alemanha, no Japão, na Rússia, nas Américas, e ainda na região anglófona, como Camarões, Gana, Nigéria e outros. Fez alusões às atividades na Itália e na Grécia, sem jamais ter esquecido de falar sobre a AMORC no Brasil.
É um relato completo, que merece a devida atenção. Sobre a solidão, Christian Bernard dedicou um espaço considerável, mostrando que ela existe, mas é necessário que busquemos fórmulas para combatê-la. Afirma: “Mas de onde provém esse sentimento de solidão que temos e que nos leva muitas vezes a dizer que estamos sempre sós?” E conclui: “Em suma, estar sozinho, bem sozinho, de suportar um fardo pesado quando não toda a miséria do mundo. Sentir-se incompreendido pelo outro, segundo a expressão popular pregar no deserto, não ser ouvido, mesmo quando gritando. Isso deixa no coração do homem um profundo sentimento de solidão. E será sempre assim, isso fará parte de nossa natureza humana; isso tem tudo a ver com o nosso ego.”
Após um período de reflexão, o querido Imperator conclama a cada Adepto a prosseguir na luta pela Paz Mundial, ao mesmo tempo em que agradece o convívio fraternal através das convenções e viagens culturais realizadas ao longo do ano de 2009, considerado positivo, apesar de momentos de crise vividos em muitos lugares.
As palavras finais, aborda os aspecto da união fraterna que deve sempre haver entre os irmãos, lembrando que “nunca estamos sós, e que os laços que nos unem, além do tempo e do espaço, não podem ser desfeitos, para perpetuar a Obra onde quer que estejamos.








