O Grau Rosacruz Maçônico
O Grau de “Cavaleiro Rosacruz” – que corresponde ao Grau 18 no Rito Escocês Antigo e Aceito e ao Grau 7 no Rito Francês ou Moderno – da Maçonaria conquanto integre um elevado e valoroso simbolismo, não contém como alguns pensam, ensinamentos secretos da Ordem Rosacruz, nem tampouco trata do simbolismo da Rosa-Cruz, mas dá a este símbolo uma interpretação eminentemente cristã, adaptada à filosofia maçônica.
Na câmara, onde os Cavaleiros Rosacruzes fazem seus trabalhos, há vários objetos e ornamentos para que se possam processar os rituais capitulares do Grau 18. Um deles é uma cruz ansata, com as letras I.N.R.I., alternadamente, em branco e preto, ao lado de um compasso e um esquadro, sobre uma mesinha triangular colocada entre o altar e a entrada do Oriente.
A sigla I. N. R. I. é usada como identificação entre os Cavaleiros Rosacruzes, e vem da própria iniciação do Grau com uma antiga máxima hermética Igne Natura Renovatur Integra! (O fogo renova a natureza inteira!). Ela aparece, também, quando o Cavaleiro é interpelado sobre a Verdade e ele responde que “a viu em Judéia, Nazaré, Rafael e Judá”.
O I. N. R. I. de pronto nos leva a pensar em Jesus crucificado, em cuja cruz, sobre a sua cabeça, havia essa inscrição, querendo dizer: “Eis aqui o Rei dos Judeus!”
O Grau do Cavaleiro Rosacruz reflete, pois, a descida sobre nós de profunda tristeza e trevas.
Embora a Ordem Rosacruz, AMORC e a Maçonaria sejam ambas instituições iniciáticas muito próximas, são, não obstante, organizações distintas e independentes, com conhecimentos peculiares, que sempre guardaram entre si um relacionamento de mútuo e fraternal respeito.









