Modismos litúrgicos introduzidos nos cultos pentecostais afrontam a verdadeira doutrina cristã – A negligência para com o ensino teológico promoveu alguns males nas igrejas pentecostais, dentre as quais as Assembleias de Deus, onde a vulnerabilidade para modismos doutrinários, teológicos e litúrgicos é notória. É importante, do ponto de vista teológico, observar a breve lista que envolve algumas inovações ou imitações do movimento neopentecostal.
Os atraentes cultos de milagres, incluindo os círculos de oração, com nomes ou desafios específicos; as ‘fogueiras’ santas, as voltas em Jericó, a travessia do Mar Vermelho, os mergulhos no rio Jordão e outras formas místicas. Também os cultos semanais da vitória, da conquista, do milagre, da restituição, e outros. Tudo isso não passa de mera imitação do que acontece na Igreja Universal do Reino de Deus e em outras semelhantes. Algumas dessas práticas místicas têm seu valor espiritual, mas nada pode substituir os bons e antigos cultos pentecostais.
As determinações e decretos nas orações públicas, na teologia e liturgia triunfalista, são normais alguns modismos, que não coadunam com a genuína palavra de Deus. O modismo do “eu profetizo” e do “eu determino” dos pregadores e nas pregações, ultrapassam as doutrinas do Novo Testamento, ensinadas por Jesus de Nazaré e pelos apóstolos. A ‘vergonhosa’ barganha dos dízimos e ofertas, fundamentada na teologia de alguns televangelistas que difundem a ‘distorcida’ teologia da prosperidade e da vitória financeira com as suas semeaduras descabidas, com o propósito de manter ‘status’ e impérios pessoais em nome do evangelho do reino.
Apenas uma ‘fundamentação’ genuinamente bíblica, associada ao propósito de somente ‘glorificar’ a Deus, pode estabelecer, promover e restaurar o verdadeiro culto cristão, os praticados nas igrejas pentecostais, e de forma mais específica, nas Assembleias de Deus do Brasil. É preciso voltar aos princípios neotestamentários e à prática da fé, sem os exageros do misticismo neopentecostal, que têm desvirtuado a verdadeira ‘crença’ pentecostal, substituindo-a pela teologia da prosperidade.








