Repouso sagrado, onde a visita é especial;
ninguém tem acesso ali, só a Divindade.
Sono profundo, longe de toda maldade,
santa monotonia; na alma, o som divinal.
É preciso repousar, refazendo a energia;
distante de distúrbios, tudo que incomoda.
Sussurro só de carinho, palavra que acorda;
no meio da noite e quem sabe ao meio-dia!
Lá fora no poleiro, o galo começa a cantar:
madrugada solene, o convite do Eterno!…
orações subindo, fiéis buscando o Superno,
a Natureza é bela, o Onipotente quer falar!
Os pássaros bem pertinho, um som mavioso
quando ao amanhecer o sol traz o seu brilho.
Pequenos animais, amizade do próprio filho;
o gatinho amigo vem com ronronar precioso.
Alegria chega, quando o Criador se manifesta,
os seres recebem o impulso que desce do céu:
a voz do Altíssimo é ouvida; Ele envia m troféu.
Encontro inefável, como numa grande festa.
Mundo Novo, 13 de fevereiro de 2025
Jairo de Lima Alves








